Governo apresenta prestação social única com intuito de "justiça social"

Governo apresenta prestação social única com intuito de "justiça social"

Luís Montenegro considera esta prestação como uma "reforma social que há muito o país aguarda" e que visa conseguir "justiça social". A medida foi aprovada esta sexta-feira em Conselho de Ministros. O chefe do executivo diz que "ninguém ficará prejudicado".

RTP /
Lusa

O primeiro-ministro considera que esta contribuição, que vai juntar 13 apoios, visa simplificar o regime de apoio social, combater a exclusão social, apoiar quem precisa, combater a fraude e os abusos e incentivar as pessoas a voltar ao mercado de trabalho.

Montenegro afirma que a Prestação Social Única tem como objetivo “combater a exclusão social e apoiar verdadeiramente quem mais precisa”, com um “regime de simplificação, de cruzamento de dados, valorização do trabalho é um meio de combate à fraude e ao abuso”. 

"Não vai prejudicar ninguém face à situação atual, não há aqui nenhum corte de nenhuma garantia do Estado. A única área em que haver alguma perda é para aqueles que estão a prevaricar", afirmou Luís Montenegro.

É uma proposta que tem a marca da solidariedade plena na nossa sociedade. A solidariedade do Estado, de todos nós, com aqueles que enfrentam situações de fragilidade e de pobreza”, acrescentou Luís Montenegro.
"Queremos um país, uma sociedade onde valha a pena trabalhar e onde a todos sejam dadas todas as possibilidades de ingressar e permanecer e sentirem-se realizados no mercado de trabalho".

O Governo não quer que "estas ajudas se transformem num cheque permanente e numa forma de vida. A ajuda do Estado tem de ser o instrumento para a pessoa se valorizar a si própria, criando para si projetos que a retirem da situação de pobreza e de vulnerabilidade". 

Segundo Luís Montenegro, já em 2010, enquanto deputado da oposição, defendeu a criação "desta atividade solidária" para os que recebem prestação sociais não contributivas.

"É uma forma de valorizar o seu contributo e é uma forma de abrir caminho para que possam ter experiências profissionais, sociais, que lhes permitam, também, construir futuros projetos de trabalho", justificou.

O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros uma "reforma das prestações sociais não contributivas", criando uma Prestação Social Única que consolidará 13 apoios.

O primeiro-ministro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu na residência oficial em São Bento, sem responder a perguntas, antes de a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, apresentar o diploma em detalhe.

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